quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Corre o homem

Corre o homem.
Corre o menino.
Correr o Homem.
Corremos todos.

Não sabemos.
Se corremos.
Para que corremos,
e para quem.

Por nós,
de todo não é.
Cansamos pelos outros.
Que jogam bola sexta à tarde.

E jogamos poesia fora.
Para iludir.
Para distrair.
Distrair o trair, nós mesmos.

E mesmo seguimos.
Correndo para os outros.
Em encontro da morte.
De encontro ao dia-dia.

A poesia é lenta.
Os versos são senis.
Porque nós corremos.
E somos mais ágeis.

Se estamos velhos.
Ainda corremos.
Pelos outros, ainda.
Beirando o abismo.

Esses outros.
Somos também outros.
Para todos que correm.
Atrás do que? Atrás do que?

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